O Brasil está produzindo espumantes da mesma forma que em Champagne. Entenda as expressões “Sur Lie”, Nature, Brut e Extra-Brut.
Sugestões de Champagne (Evino).
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Champagne Nicolas Feuillatte Réserve Rosé:
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Sugestões de espumantes.
Espumante Victoria Geisse Extra Brut Vintage:
Espumante Cave Geisse Brut:
Espumante Brut 24 Meses Don Giovanni:
00:00 Bem-vindo!
Vou apresentar oito espumantes que provei nos últimos meses e gostei. São dois Champagnes e seis bons espumantes brasileiros.
01:25 Champagne.
Estes dois champagnes chegam ao Brasil por um bom preço, comparado com outras marcas. É o Nicolas Feuillatte, importado pela Evino, e o Montaudon, trazido pela Wine. Provei e aprovei os dois, mas preferi o Nicolas Feuillatte.
03:45 Diferença.
Somente os dois espumantes acima são champagnes. A diferença está na origem, no local onde foram produzidos. Champagne é uma Denominação de Origem Protegida.
05:07 Semelhança.
Todos estes seis espumantes são brasileiros de ótima qualidade foram elaborados pelo mesmo método utilizado em Champagne.
05:54 Método Tradicional.
Todo espumante é feito através de um vinho já pronto, chamado vinho base, que passa por uma segunda fermentação.
Se a segunda fermentação acontece em tanque de inox, temos o Método Charmat. Mas, o tradicional é realizar a segunda fermentação de forma mais artesanal, no interior da garrafa, como acontece em Champagne. Este método é chamado Clássico ou Tradicional.
07:28 Segunda fermentação na garrafa.
Após a elaboração do blend, este é colocado na garrafa de espumante e é adicionado um líquido chamado Licor de Tiragem. Este licor é formado pelo mesmo vinho que já está na garrafa no qual é acrescentado levedura e açúcar e fechada a garrafa com uma tampa metálica. A levedura consome o açúcar e gera pelo menos um grau de álcool e, ainda, produz gás carbônico que fica dissolvido no vinho, já que a garrafa está fechada, e é este gás que gera as maravilhosas borbulhas.
08:58 Autólise.
Chega um momento em que o açúcar acaba e, sem alimento, as leveduras morrem e agora começa a autólise. A levedura é um micro-organismo que vai se quebrando, dissolvendo, e liberando no espumante pequenas partículas de proteínas, as quais vão dar cremosidade ao espumante e notas de massa de pão, panificação, brioche.
11:08 Casa Fontanari
A Casa Fontanari é destaque com os seus espumantes da Linha Mion. Tem o Brut Blanc de Blancs e o Brut Rosé. Ambos tiveram 48 meses de autólise e tudo isso entrega para o espumante muita complexidade e cremosidade.
13:16 Cave Geisse.
Os três produtores restantes fazem parte primeira Indicação de Procedência exclusiva para espumantes do novo mundo, isto é, fora da Europa. É a IP Altos de Pinto Bandeira. Agora o destaque é a Cave Geisse que, de certa forma, foi a Pioneira em produzir espumantes em Pinto Bandeira.
14:45 Aurora Pinto Bandeira.
A Aurora é uma das maiores cooperativas vinícolas do país. Ela tem um centro de produção na IP Altos de Pinto Bandeira, onde é produzido este espumante que leva uma uva a mais em seu blend, a Riesling Itálico
16:05 Valmarino “sur lie”.
O Valmarino Sur lie nature também produzido na IP Altos de Pinto Bandeira. Em todos estes outros espumantes e no champagne após o período de autólise das leveduras, estas são retiradas da garrafa para deixar o produto final mais claro, pois, se não fossem retirados o espumante se apresentaria turvo.
17:17 Remuage e Dégorgement.
Para retirada da levedura da garrafa são feitos dois processos a Remuage e Dégorgement.
Remuage que consiste em movimentar a garrafa até que as leveduras mortas se depositem no gargalo. Depois que as leveduras se acomodaram no gargalo, o gargalo é introduzido em uma solução salina que está a uma temperatura inferior a menos trinta graus, congelando rapidamente as leveduras.
Agora vem o Dégorgement, ou seja, a tampa metálica é retirada e a pressão interna expulsa as leveduras mortas e congeladas.
19:52 Nature.
Em um espumante produzido pelo método tradicional. Depois do Dégorment, isto é a expulsão das leveduras, há uma diminuição do nível da garrafa, por isso a garrafa é completada pelo licor de expedição ou licor de dosagem. Este licor é formado pelos melhores vinhos da casa ao qual é acrescentado açúcar. É este licor de dosagem que permite a classificação do dulçor do m espumante.
23:04 Valeu de mais.
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Sou Mauricio Ferreira, um Apaixonado por Vinhos, e minha missão é levar o conhecimento sobre o mundo do vinho de forma simples e descomplicada.
Sou Certificado pela Wine & Spirit Education Trust – WSET, Nível 3 e pela
Wine Scholar Guild, no French Wine Scholar – FWS, um curso aprofundado sobre vinhos e regiões da França.
